Seu Lobo

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Entre quatro paredes - A missão



Uma vez eu e minha irmã, Prof. Miriam Sousa, fomos falar com o Dr. Carlos Sebastião Silva Nina, ex-presidente da OAB-MA (1986/89), acerca das humilhações a que são submetidos familiares de detentos nas visitas. Ele deu uma resposta dura, jamais esquecida: "Vocês só estão preocupados com esse problema por que o estão vivendo na própria pele".  Era verdade!  Era verdade então e continua sendo agora, pra nós e pra quase todo mundo. Quem se preocupa com os cadeirantes? Quem pelos drogados?  Pelas mães coitadas com filhos no colo nas filas dos SUS da vida? Pelas crianças aidéticas órfãs? Pelas crianças nos corredores dos hospitais de câncer? Pelas de rua? Por aquelas com necessidades especiais? 

Fora raras e esporádicas exceções, quem?  Resposta: os próprios familiares!  Ou, ainda mais propriamente, as mães! Elas, em último caso, vão até a última e, em seguida, depois da última milha.

Temos nossa própria vida pra cuidar. E não é pouco. Os desafios do mundo moderno são enormes. Assegurar nosso lugar ao sol, nossa própria sobrevivência com dignidade, nossa saúde, a provisão para os nossos filhos!  Eu sou assim. Você é assim. Somos todos assim!  Aqui e ali aparece um que fura esse padrão, um que sai do seu nicho, que fura a bolha, sai das quatro paredes que cercam seus interesses e os de seu grupo familiar pelo qual seja diretamente responsável. 

Pagamos nossos impostos - e não são poucos!  Uma boa parte de nós trabalha duro e mal consegue superar a base da pirâmide de Maslow. A maioria apenas sobrevive nessa base. A vida moderna organizou-se de tal forma que exige uma estrutura cada vez maior e mais dispendiosa para garantir a dignidade e o bem estar pessoal e da família. E ainda sofremos diuturnamente a pressão para consumir. "Compre, compre, compre, compre agora, não deixe para amanhã, é só hoje, tá acabando, aproveite, estoque limitado".  Nem nos apercebemos que amanhã, depois de amanhã, depois de depois de amanhã, a mensagem é a mesma!  (Bom, mas isso é assunto para outro post).

Tá certo, tá certo... é difícil! Mas, como diria eu (pois gosto de dizer sempre isso), "é difícil é um préido arto".  Sair das quatro paredes é um desafio. Fazer isso de vez em quando, já é alguma coisa. Fazer disso uma missão, bem, é para poucos. 

Por que estou escrevendo isso agora?  Porque ontem à tarde recebi uma ligação da Escola de Cegos do Maranhão (ECEMA), pedindo ajuda para comprar duas bengalas. Queriam mandar um motoqueiro aqui pegar o dinheiro, com o recibo. "Absolutamente não, não vou fazer isso, tá doida?" - respondi. "Vou passar aí amanhã de manhã e ver a situação pessoalmente". Eu não iria entregar dinheiro assim para um motoqueiro com base num telefonema, claro. Depois fiquei pensando "Seria mais simples do que ir lá, pois assim corro o risco de me envolver, de me comprometer".  Nesse momento Dr. Carlos Nina abriu sem bater a porta do meu escritório mental.  Fela-da-mãe! Pensei que ele tinha sumido, depois de 25 anos!

Tou indo agora na ECEMA. 

Fui!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Especialistas "de mais"

Os especialista do MEC não tem limite: nos brinda com cada uma!  Essa cartilha do errado... Convenhamos, é preciso estudá muito pa chegá nesse ponto. Esses professorzinho de sala-de-aula, só graduado, ganhano 930 por mês, jamais teria uma idéia tão brilhante!  Teria que estudá em muitos livro. Vamo levá essa idéia pa outras diciprinas: Matemática: 2+2 são 5 (Roberto Carlos tinha razão). História: D.Pedro deu o arroto da idependência. Geografia: o rio armaiszonas desemboca no Pacífico, depois de cruzar com o Rio Negro. Biologia: os animar é de 3 tipo: vertebrado e disvestebrado. Física: Um porco não pode compuscar dois lugá no mesmo chiqueiro. Química: fórmula da água fresca: H2O24. E por aí vai. Mas num tem pobrema, arrente se acostuma. Num vamo ficá com preconceito contra os que num sabe falá a língua curlta, pois atrás de argum deles pode tá um Lula iscondido, nunca se sabe.